Se você já trabalha com emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), provavelmente sabe que, em algumas situações, o sistema pode apresentar falhas.
Seja por instabilidades nos servidores da SEFAZ, problemas de conexão ou outras razões, é possível que você se depare com a necessidade de emitir notas em contingência.
Mas o que isso significa na prática? E, mais importante, como evitar problemas futuros ao utilizar esse recurso?
Neste artigo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre a nota fiscal emitida em contingência, desde o conceito até os cuidados essenciais que devem ser tomados para evitar complicações fiscais.
O que é a emissão de nota fiscal em contingência?
A emissão de NF-e em contingência é uma solução alternativa que permite que uma empresa continue operando mesmo quando há falhas na comunicação com a Secretaria da Fazenda (SEFAZ).
Quando a nota é emitida normalmente, o sistema da SEFAZ valida os dados antes da autorização.
No entanto, se houver alguma instabilidade, a contingência permite que o documento seja gerado e impresso sem essa validação imediata, garantindo que a operação comercial não seja interrompida.
Na prática, é uma medida emergencial que garante que as vendas e operações fiscais não sejam impactadas negativamente por problemas técnicos.
Mas atenção: apesar de ser uma alternativa viável, a contingência não significa que a empresa pode ignorar as regras fiscais — há procedimentos específicos que devem ser seguidos para evitar problemas com o Fisco.

Quando a nota fiscal precisa ser emitida em contingência?
As empresas podem precisar recorrer à contingência em diversas situações, incluindo:
- Instabilidade ou queda no sistema da SEFAZ – se os servidores da SEFAZ estiverem fora do ar ou apresentarem lentidão, a empresa pode não conseguir obter a autorização para a emissão da NF-e.
- Falhas na conexão com a internet – se a empresa estiver sem internet e não puder acessar o sistema da SEFAZ, a contingência pode ser necessária para continuar emitindo notas.
- Problemas técnicos no emissor de NF-e – bugs, falhas no software ou dificuldades técnicas também podem exigir que a empresa recorra à contingência.
Em qualquer um desses cenários, a agilidade na decisão sobre a emissão em contingência é fundamental para que a empresa não sofra interrupções em suas atividades comerciais.
Principais modalidades de contingência
Para lidar com essas situações, a legislação permite diferentes tipos de contingência, cada uma com suas particularidades.
Entre as principais, destacam-se:
1 – SVC (SEFAZ Virtual de Contingência)
- Modalidade mais comum, utilizada quando a SEFAZ do estado está fora do ar.
- A NF-e é enviada para uma SEFAZ de contingência, que assume temporariamente o processamento.
- A empresa continua operando normalmente e a autorização ocorre de forma similar ao processo tradicional.
2 – FS-DA (Formulário de Segurança para Impressão de Documento Auxiliar da NF-e)
- Utilizado quando não há conexão com a internet e a autorização online não é possível.
- A nota é impressa e entregue ao cliente, mas precisa ser transmitida assim que o sistema voltar a funcionar.
3 – EPEC (Evento Prévio de Emissão em Contingência)
- Permite que a empresa registre a emissão da nota mesmo sem conseguir a autorização no momento.
- O documento fiscal só é válido após ser transmitido à SEFAZ.
Cada modalidade tem regras específicas, então é essencial que a equipe responsável pela emissão das notas conheça as normas para evitar penalidades.
- Leitura interessante: Saiba o que é nota fiscal denegada pela SEFAZ
Cuidados essenciais ao emitir uma nota fiscal em contingência
Agora que já entendemos o conceito e os tipos de contingência, vamos falar sobre os cuidados essenciais que as empresas devem ter ao utilizar esse recurso.
1 – Regularização rápida da nota fiscal
A contingência permite que a nota seja gerada sem autorização prévia, mas isso não significa que o processo terminou ali.
A empresa deve enviar a NF-e para a SEFAZ assim que possível, regularizando a situação.
Um erro comum é esquecer de transmitir as notas pendentes, o que pode gerar problemas fiscais graves, como multas e até impedimentos para futuras emissões — clientes do Notazz não correm esse risco, porque o sistema realiza a emissão de forma totalmente automática.
O ideal é ter um controle interno para acompanhar todas as notas emitidas em contingência e garantir que sejam devidamente validadas.
2 – Uso correto da modalidade de contingência
Muitas empresas, por desconhecimento, acabam utilizando o tipo errado de contingência para cada situação.
Isso pode gerar inconsistências nos registros fiscais e complicações em auditorias.
Dica prática: antes de emitir a NF-e em contingência, confira o status da SEFAZ do seu estado. Algumas SEFAZ possuem páginas dedicadas a informar sobre problemas técnicos e permitem verificar se a contingência realmente é necessária.
3 – Cuidados com a impressão do DANFE
Quando a nota é emitida em contingência, o DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) precisa ser impresso com a indicação de que a nota foi gerada nesse modo. Isso evita problemas com a fiscalização durante o transporte da mercadoria.
No caso do FS-DA, o DANFE deve ser impresso em um Formulário de Segurança, um detalhe muitas vezes ignorado por empresas que não seguem corretamente a legislação.
4 – Evite abusar da contingência
A contingência não deve ser usada como prática comum, mas sim como uma solução emergencial.
Empresas que emitem notas em contingência com frequência podem ser fiscalizadas com mais rigor, já que o Fisco pode entender que há irregularidades na operação.
Se sua empresa precisa recorrer frequentemente à contingência, talvez seja hora de revisar a infraestrutura de internet, atualizar o software emissor ou verificar se há problemas técnicos recorrentes.
5 – Automatize o processo para reduzir erros
Ferramentas modernas de gestão e emissão de NF-e, como o Notazz, ajudam a minimizar problemas ao oferecer monitoramento automático da SEFAZ, garantindo que a empresa só utilize a contingência quando realmente necessário — lembrando que com o Notazz o processo de emissão em contingência é feito de maneira totalmente automática, deixando você livre para cuidar de assuntos mais importantes para o sucesso do seu negócio.
Além disso, soluções automatizadas ajudam a rastrear notas emitidas em contingência e enviar alertas para que a equipe regularize a situação rapidamente.
Considerações finais
A emissão de nota fiscal em contingência é um recurso valioso para garantir que as operações comerciais não sejam interrompidas devido a falhas técnicas.
No entanto, seu uso exige cuidado e responsabilidade, pois erros podem resultar em penalidades fiscais e dificuldades futuras.
As empresas devem estar sempre atentas às regras e prazos para regularização das NF-e emitidas nesse modo, além de investir em boas práticas e automação para evitar problemas desnecessários.
Se sua empresa deseja mais segurança e praticidade na emissão de notas fiscais, conheça as soluções da Notazz e simplifique seu processo de gestão fiscal!